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Sá, Rodrix & Guarabyra Sá, Rodrix & Guarabyra Sá, Rodrix & Guarabyra
| Atualizada em 12 out 2002 | ||
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Sá
e Guarabyra já contabilizam mais de 30 anos de estrada, sobrevivendo a todos os modismos
que surgiram e desapareceram, nesta imensa "Terra Brasilis", com um trabalho
centrado e enraizado na música popular brasileira (nos sentido mais verdadeiro que isso
significa).
Luís Carlos Sá, do bairro de Vila Isabel, desde jovem interessou-se por musica, tocando
violão e começando a compor aos 17 anos. Sua primeira canção gravada foi Baleiro, em
1965. Logo depois, Peri Ribeiro lançou Giramundo, primeiro sucesso do compositor. Formado
em direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro, teve sua Menina de
Hiroshima (com Chico de Assis) gravada por Nara Leão. Em 1965 trabalhou com o grupo do
Teatro Opinião e participou do show Samba pede passagem, em que se apresentaram, entre
outros, Araci de Almeida, Baden Powell e MPB-4. Na RCA gravou um compacto simples com
Inaiá, classificada entre as finalistas do I FIC, da TV-Rio, do Rio de Janeiro, em 1966,
e Canção de quilombo. Convidado pela TV Excelsior, de São Paulo SP, exibiu-se em 1967
no programa Ensaio Geral, ao lado de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Sidney Miller e outros.
José Rodrigues Trindade era filho de um mestre-de-banda, estudou no Conservatório
Brasileiro de Música e na Escola Nacional de Música, onde aprendeu, além de teoria
musical, harmonia e contraponto, piano, acordeom, flauta, saxofone e trompete. Iniciou sua
trajetória artística no Colégio de Aplicação do Rio de Janeiro, de cujo grupo de
teatro foi membro fundador e no qual começou a exercer as funções de ator, diretor,
cenógrafo e compositor de trilhas sonoras. Em 1964, entrou para o curso de teatro de
Maria Clara Machado, o Tablado, onde participou de montagens das peças "O cavalinho
azul" e "Arlequim servidor de dois patrões". Em 1966, formou, com Ricardo
Sá (hoje Ricardo Villas), Maurício Mendonça (hoje Maurício Maestro) e David Tygel, o
conjunto Momento Quatro, com o qual gravou, no ano seguinte, um compacto simples contendo
sua canção "Glória", primeiro registro de uma composição de sua autoria. Se
apresentou no III Festival de Música Brasileira da TV Record em 1967, acompanhando
Marília Medalha, Edu Lobo e o Quarteto Novo com "Ponteio". Em 1968, lançou,
com o conjunto, o LP "Momento Quatro" No início dos anos 70 foi integrante do
Som Imaginário, juntamente com Wagner Tiso, Robertinho Silva, Tavito, Luís Alves e
Laudir de Oliveira, e continuou atuando como compositor. "Casa no Campo",
composição sua e de Tavito, ganhou o festival de Juiz de Fora em 1971 e foi gravada com
grande sucesso por Elis Regina. Ainda no início da década de 1970, participou, como
compositor, da trilha sonora do filme "Como era gostoso o meu francês", de
Nélson Pereira dos Santos, e dos musicais "Tem piranha na Lagoa", de Paulo
Affonso Grisolli, e "Independência ou morte", de Hélio Bloch.
Por sua vez, Gutemberg Guarabyra, filho de pastor batista, cresceu ouvindo Luiz Gonzaga no
rádio. Mudou-se em 1966 para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como boy de escritório de
contabilidade. Cantou com Luís Carlos Sá e Sidney Miller na inauguração do Teatro Casa
Grande, no Rio de Janeiro, em 1967. Voltou para a Bahia logo após, realizando shows no
interior. Em fins de 1967, de novo no Rio de Janeiro, venceu a parte nacional do II FIC,
da TV Globo, com a musica Margarida, que interpretou com o grupo Manifesto. Em seguida,
começou a produzir musicais para a TV Tupi carioca, como Bibi ao Vivo e Blota Júnior.
Compôs, com Renato Correia, dos Golden Boys, e Danilo Caymmi, Casaco marrom, gravado por
Evinha, vencedora do Festival de Juiz de Fora MG, em 1969. Em 1971 foi convidado para
dirigir o VI FIC ao lado de Augusto Marzagão, assumiu a direção artística do Festival
de Juiz de Fora e assinou contrato com a Odeon. No início o trio criou o que foi rotulado
de rock rural, e que teve como trabalhos mais conhecidos Mestre Jonas e Primeira Canção
da Estrada. Entre 1972 e 1974 lançaram dois álbuns: Passado, Presente, Futuro e Terra.
Quando resolveram que cada um deveria seguir seu caminho, a decisão durou pouco tempo e
Sá & Guarabyra se reuniram, para continuar um trabalho que prosseguiu até 2001.
Suas canções, verdadeiras viagens com poesia simples e libertária, se tornaram a voz
daqueles para quem o sonho nunca haveria de acabar. Influências ? Apenas aquelas daquele
tempo, Crosby, Stills & Nash, Dylan, Beatles, Easy Rider, Woodstock, mas sempre
carregadas de um sotaque brasileiro, caipira, interiorano.
E os sucessos apareciam na proporção inversa de sua aparição na mídia globalizada:
Espanhola, Sete Marias, Caçador de Mim, Cheiro
Mineiro de Flor. A consagração popular veio com a obrigatória rendição do
maior veículo de comunicação do Brasil, ante sua musicalidade. Roque Santeiro, Dona
e Verdades e Mentiras foram incluídas na trilha sonora da novela Roque Santeiro,
um dos maiores sucessos da televisão brasileira.
Em 1987, na comemoração dos 15 anos de estrada, a dupla fez uma grande tournée, por
todo o Brasil, que resultou no álbum ao vivo Quinze anos juntos. Em 1988, lançaram o
álbum de estúdio Cartas, Canções e Palavras, que não teve grande sucesso. Então,
deram uma parada para buscar novos temas nos velhos lugares e voltaram em 1991 com Vamos
Por Aí, já pelo selo Eldorado, repetindo a dose em 1993 com Sá & Guarabyra. Após
outro hiato de 4 anos, gravaram em 1997, comemorando 25 anos de existência da dupla, pela
RGE, o delicioso Rio-Bahia, que é uma síntese do que significa a dupla e o que ela
vivenciou neste quarto de século de trabalho.
Recentemente, Guarabyra lançou um livro, chamado O outro lado do Mundo, pela Editora
Moderna. Este é um livro de realismo fantástico com muito do nosso cotidiano. O
narrador-personagem pode ser comparado a um cavaleiro de histórias de fadas, pois vive a
aventura de salvar o mundo enfrentando sozinho o perigo, derrotando os inimigos. Para
isso, tem de chegar ao outro lado do mundo. É um lugar especial, onde o herói descobre
muitas coisas importantes para a vida: a sobrevivência, a amizade, o amor, a
solidariedade. Para compreendê-las, vence obstáculos difíceis, supera seus limites.
Também vivemos situações como essa. A passagem para a adolescência é um momento
especial, pois a criança simbolicamente deixa o conforto da casa dos pais para conquistar
o mundo, passando pelo teste do sofrimento e da solidão. Este livro é uma grandiosa
viagem para o outro lado do mundo.
No final de 1999 a dupla lançou um disco ao vivo, com a Orquestra Sinfônica de Americana
- SP. Nesse novo trabalho, sucessos antigos recebem uma nova roupagem. Fazem parte deste
disco Capitão da Meia-noite, A Longa Noite e Desenhos no Jornal,
entre outras.
Teve início, em junho de 2001, a tournée de lançamento do novo disco - Outra vez na
estrada - com a presença de Zé Rodrix, fazendo um "revival" do Sá, Rodrix e
Guarabyra quase 30 anos após a separação da banda. E parece que não se passaram mais
do que alguns dias, para a alegria daqueles que curtem o trio.
http://www.bccafe.com.br/guarabyra.htm - cronicas de Guarabyra no site BC Cafe
http://home.iis.com.br/~cfreitas/pages/viomusic/ - site com músicas cifradas para violão
http://members.tripod.com/mpbrasil/s/saguarab.htm - outro site com músicas cifradas
http://www.mpbnet.com.br/musicos/sa.guarabira/index.html - MPBNet
http://www.engelschall.com/u/sb/brasil/sobradinho/ - site alemão sobre a questão da Barragem de Sobradinho
http://www.brazilianvoice.com/colunas/guarabyra/col_guarabyra.htm - coluna de Guarabyra no Braziilian Voice
http://luciana.openline.com.br/~abelha/lista14.htm - cd com arquivos mp3
guarabyra@bccafe.com.br e-mail de Guarabyra no BC Cafe
tgtinfo@regra.com.br
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José Roberto Miccoli
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