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Pena Branca & XavantinhoPena Branca & XavantinhoPena Branca & Xavantinho
| Atualizada em 12 out 2002 | ||
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Desde crianças eles demonstravam a paixão pela música, incentivados
pela mãe, D. Dolores. Criados na roça com cinco irmãos, José Ramiro aprendeu "de
orelha" no cavaquinho do pai antes de passar para a viola. No início do ano de 1958,
são chamados pela rádio Educadora de Uberlândia a participar de um programa. O locutor
pergunta o nome da dupla, e imediatamente José Ramiro responde ser José e Ranulfo. O
locutor responde então, que aquilo não era nome de dupla e sugere que adotassem um
apelido. Assim nasceu a dupla Peroba e Jatobá, que logo depois passaria a ser Zé Miranda
e Beira Mar. Pouco depois, mudam novamente para Xavante e Xavantinho, uma homenagem ao
índio brasileiro. Nessa época, os dois irmãos continuam paralelamente a trabalhar como
carregadores, empregos que possibilitaram a compra de violas novas, e seguiam tocando em
todos os lugares, não recusando nenhum convite. Xavantinho também começa a escrever
suas primeiras letras. A carreira toma rumo profissional e eles formam o Trio Pena Branca,
junto com o sanfoneiro Pinagi. Em 1964, o trio se apresenta em cidadezinhas no interior do
estado de Goiás.
Em 1970, buscando sucesso e fama, rumam para São Paulo, onde as dificuldades continuam,
assim como a necessidade de tocar por alimento ou para pagar o alojamento. Mas, a
situação começa a mudar. Conquistam, nesse ano, o quarto lugar em um festival promovido
pela Rádio Cometa e são convidados a participar da gravação de um compacto, com a
música vitoriosa, "Saudade". Mas, na hora que vão receber o prêmio
têm uma surpresa
"Na hora que a gente foi receber o prêmio um cara chegou pra
nós e disse que Xavante era nome artístico dele e estava registrado. Quis vender o nome
pra gente, mas nós não quisemos, eu então subi no palco e avisei que a partir daquele
momento nós seríamos Pena Branca e Xavantinho", conta Pena Branca. Em 1975, entram
para a orquestra Coração de Viola, em Guarulhos.
Em 1980, quando se inscrevem, no Festival MPB - Shell da Rede Globo de Televisão, com a
música "Que Terreiro é Esse?", composta pelo XAVANTINHO e
classificada para a final. No mesmo ano a dupla lançou o seu primeiro LP 'Velha Morada',
pela WEA/Rodeio, que os tornou conhecidos dos amantes da música sertaneja de raiz. Em
1981, tiveram várias participações no programa "Som Brasil" da Rede Globo,
apresentado por Rolando Boldrin, com passaram a excursionar pelo Brasil. Em 1982, assinam
com a RGE e lançam o 2º disco: 'Uma Dupla Brasileira', que os tornou conhecidos do
grande público. Foi então que, Tavinho Moura (Clube de Esquina), ao ouvir a versão da
dupla de 'Cio da Terra' de Milton
Nascimento e Chico Buarque, se impressionou com ela, levou-a ao conhecimento de Milton,
que decidiu cantar com a dupla no programa da rede Globo, Som Brasil. O sucesso foi tanto
que 'Cio da Terra' virou o nome do 3º disco de Pena Branca & Xavantinho, em 1987,
pela Continental, produzido por Tavinho. O álbum foi considerado um dos melhores do
Brasil, pela crítica e acabou sendo o maior sucesso da dupla. Em 1988, com a
participação especial de Fagner, Tião Carreiro, Almir Sater, Oswaldinho do Acordeon e
Tavinho Moura, novamente, saiu o novo disco, 'Canto Violeiro'.
Em 1990 é lançado o quinto trabalho da dupla "Cantadô de Mundo Afora", pela
Continental. Em 1991 recebem pela primeira vez o Prêmio Sharp de Música, categoria
regional com os prêmios Melhor Dupla, Melhor Música: "Casa de Barro"
(Xavantinho/Moniz) e Melhor Disco: "Cantadô de Mundo Afora". Em 1993, durante
um show em Tatuí, foi gravado um dos mais bonitos trabalhos da dupla junto com Renato Teixeira, outro sertanejo de raiz. O disco "Renato
Teixeira e Pena Branca & Xavantinho ao vivo em Tatuí", gravado pelo selo Kuarup,
reafirmou a posição da dupla, de cantar músicas mais modernas, sem trair suas origens
sertanejas, que é sua marca registrada, tendo sido recompensados com o recebimento do
premio Sharp de música, pelo segundo ano consecutivo. Em 1993 a dupla lança ainda o
sétimo trabalho: "Violas e Canções" pela gravadora Velas, com canções como
"O ciúme" de Caetano Veloso e
"A Estrada do Sertão" de João Pernambuco e Hermínio Bello de
Carvalho.
Em 1995, ainda pela Velas, sai o oitavo trabalho da dupla: "Ribeirão encheu",
com produção de Tavinho Moura e Geraldo Viana. É neste disco que está "Oração de Camponês" de
Xavantinho, uma das mais belas poesias da música brasileira. "Pingo D'Água",
de 1996, também pela Velas e com produção de Kapenga, traz "Tristeza do Jeca",
"Flor do Cafezal", "Romaria" e uma regravação de
"Cio da Terra". Em 1997, a dupla
Pena Branca & Xavantinho, ganhou o seu 5º Prêmio Sharp, na categoria Melhor Dupla
Sertaneja, Pena Branca & Xavantinho não tem a divulgação de seu trabalho, no
Brasil, na intensidade que merecem, talvez por não se adequarem ao padrão 'moderno',
imposto pela mídia e pela gravadoras, à música sertaneja. Mas quem ouve seus CDs, ou
teve a oportunidade de vê-los (recentemente se apresentaram no programa da TV Cultura,
Bem Brasil e existe uma performance antológica no programa Ensaio da mesma TV), não
consegue deixar de considerá-los, uma das melhores duplas sertanejas de todos os tempos,
equiparável à Tonico & Tinoco, Liu & Léu ou Raul Torres & Florêncio. Como
bem disse, outro ícone da música de raiz, Inezita Barroso: "eles fazem música
caipira e não música sertaneja".
O CD, "Coração Matuto", 14º da dupla, (contando-se as coletâneas) promove
uma viagem pelo interior do Brasil. Em suas 13 faixas, além de regravações, como "Lambada
de Serpente" de Cacaso e Djavan, "Morro Velho" de Milton
Nascimento, "Vida no Campo" de Juraildes da Luz e "Planeta Água" de Guilherme Arantes, o
disco traz canções próprias como "Carreiro
Velho" de Xavantinho, num vasto campo de estilos. Seu repertório sempre
incluiu da moda de viola à marujada, da toada ao arrasta-pé, passando pelo cateretê,
cantiga, lamento, batuque e seresta. E, além disso, por verdadeiramente modernizar o
estilo, é possível ouvir em seus CDs, artistas, em participações especiais, dos mais
variados estilos como Milton Nascimento, Ná Ozzetti, Renato Teixeira,
Oswaldinho do Acordeon e Túlio Mourão. A presença de interpretações da dupla em
coletâneas de música popular brasileira, para divulgação internacional, dá a medida
do conceito que Pena Branca & Xavantinho tem.
Xavantinho morreu no dia 8 de outubro de 1999, de insuficiência respiratória, deixando
um imenso vazio na música popular brasileira.
Acaba de ser lançado o primeiro trabalho de Pena Branca, após a morte de Xavantinho, que
tem o nome de "Semente Caipira". O CD tem participação especial de Inezita
Barroso, e apresenta 8 canções inéditas e clássicos da música como "Maringá"
de Joubert de Carvalho e "Correnteza" de Tom Jobim e Luís Bonfá. Pena
Branca tem se apresentado com Renato Teixeira, no trabalho de
divulgação do novo disco.
Finalmente está sendo criado o site oficial de Pena Branca. Esperamos para breve o seu
lançamento e vamos incluir o link imediatamente.
O cd "Semente Caipira" foi indicado como melhor álbum de música caipira no
Grammy Latino 2001 e apesar de não ter conseguido abocanhar o premio, fica demonstrada
mais uma vez a qualidade do som e do repertório do artista.
http://www.comunidata.com.br/viola/violeiros/penabranca/pena.htm - site novo com destaque para os violeiros
http://www.brazil-brasil.com/musdec95.htm - artigo americano sobre música sertaneja, elogiando a dupla
MPBNet - página da dupla no MPBNet
http://www.terravista.pt/nazare/2554/penab.html - site sobre música sertaneja - Viola
http://www.brasil.terravista.pt/PraiaBrava/2878/pena.html - site sobre música sertaneja, com página da dupla
http://jangadabrasil.com.br/novembro15/al15110a.htm - site com muitas letras da dupla - Jangada Brasil
Contatos par show com Pena Branca:
Fernando Prado
Departamento de Produção
grupontape@grupontape.com.br
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José Roberto Miccoli
mikkolee@ieg.com.br