The poetry of Luiz Vieira

A poesia de Luiz Vieira

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Atualizada em 11 abr 2002

 

POESIA

- Na asa do vento
- Menino de Braçanã
- Prelúdio para ninar gente grande

  Paz do meu amor -
Cantoria -
Inteirinha -


Na Asa do Vento
Luiz Vieira/João do Vale

Deu meia noite, a lua faz um claro,
eu assubo nos áro
vou brinca no vento leste.
A aranha tece
puxando fio da teia,
a ciência da abêia,
da aranha e a minha,
muita gente desconhece,
muita gente desconhece,
ô lá lá, viu muita gente desconhece.
A Lua é clara, o sol tem rastro vermelho
é o mar um grande espelho
donde os dois vem se mirá.
Rosa amarela, quando murcha perde o cheiro
o amor é bandoleiro, pode inté custar dinheiro
é fulô que não tem cheiro
e todo mundo qué cheirá,
todo mundo qué cheira,
ô lá lá, viu, todo mundo qué cheirá.


Menino de Braçanã
Luiz Vieira/Arnaldo Passos

É tarde, eu já vou indo
Preciso ir embora
‘té amanhã
Mamãe quando eu saí disse:
"Bichinho, não demora em Braçanã"

Se eu demoro mamãezinha tá a me esperar
Pra me castigar
Tá doido, moço, num faço isso não
Vou m’imbora, vou sem medo dessa escuridão
Quem anda com Deus não tem medo de assombração
E eu ando com Jesus Cristo no meu coração

Ai, ai
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, ai, ai
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Lá, lá, lá, lá, lá, lá.


Prelúdio Pra Ninar Gente Grande
Luiz Vieira

Quando estou nos braços teus
Sinto o mundo bocejar
Quando estais nos braços meus
Sinto a vida descansar
No calor do teu carinho
Sou menino passarinho
Com vontade de voar
Sou menino passarinho
Com vontade de voar



Paz do Meu Amor
Luiz Vieira

Você é isso, uma beleza imensa,
toda a recompensa de um amor sem fim.
Você é isso, uma nuvem calma,
no céu de minh'alma,
é ternura em mim.
Você é isso, estrela matutina,
luz que descortina
um mundo encantador.
Você é isso, parto de ternura,
lágrima que é pura,
paz do meu amor.

CANTORIA
Lucia Helena/Luiz Vieira

Vem, violeiro meu
vem pra cantoria
a cantiga de chorar
canto meu que tem
na viola tem
cantador que vem
na pegada canta
galope beira mar
poeira mistura o dia
calor é morte cantador
diz na viola diz
o verso que eu fiz
corre o canto vai dizer
canto meu que vai
voa pra chegar
canto meu que vem
eu sou mais meu cantar
cantoria chego lá.



Inteirinha
Luiz Vieira

Quero amar você inteirinha
Abraçar você inteirinha
Viver uma vida inteirinha
De felicidade inteirinha

E em sua vida inteirinha
Repousar meu sonho inteirinho
E depois morrer inteirinho
Mas morrer risonho inteirinho

Gostoso é viver
Gostando de alguém
Gostar de quem gosta
Da gente também
Amar sem temer
O gosto de amar
Se o amor faz sofrer
Eu quero só ver
Onde vou parar

 

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José Roberto Miccoli
mikkolee@uol.com.br